Alimentação mediterrânica e Diabetes

A alimentação mediterrânica viu a sua origem numa porção de terra considerada única: a bacia do mar mediterrâneo. A sua origem temporal ficou perdida, no entanto, pensa-se que esta possa remontar à idade Média onde os modelos de alimentação romanos, muito inspirados pelos Gregos, se baseavam no consumo de pão, vinho e gordura na forma de azeite. Era complementada com o consumo de queijo e hortícolas onde se destaca a tradicional chicória. Por outro lado, era um regime alimentar caracterizado pelo consumo muito moderado de carne e peixe. [1] Do ponto de vista histórico, este padrão alimentar foi primeiramente descrito pelo Dr. Ancel Keys, um cientista Americano, que descreveu a relação positiva da adesão a este tipo de alimentação com a prevenção de doença cardiovascular. [1]
Atualmente, em Portugal, existe um modelo de guia alimentar, a nova roda da alimentação mediterrânica, onde se destacam alguns princípios fulcrais que fazem dele promotor de saúde: dá valor a métodos culinários mais simples que preservam o património nutricional dos alimentos como os cozidos, ensopados e caldeiradas; dá preferência a alimentos de origem vegetal e, se possível, de produção local e da época; utiliza o azeite como gordura de adição; aconselha o consumo de produtos lácteos com moderação; sugere a utilização das ervas aromáticas; e, acima de tudo, promove a convivialidade à mesa e a partilha de refeições, tornando-a num momento de prazer e alegria! [2]
A alimentação mediterrânica tem uma relação muito próxima com a diabetes. É um padrão de referência para a promoção de saúde e alguns trabalhos começam a mostrar que indivíduos com diabetes tipo 1 apresentam melhor adesão a este tipo de alimentação [3]. Segundo estudos de revisões sistemáticas, também parece haver evidência, de que a adoção deste padrão em indivíduos com esta patologia se associa a um melhor controlo da doença, quer pela melhoria dos níveis glicémicos, quer pela diminuição do stress oxidativo.[4]
Com isto, o melhor conselho que podemos dar, é que, acima de tudo, haja diversão e criatividade com a alimentação e que a mesa seja um local primordial de convívio e partilha!

1. Altomare, R., et al., The mediterranean diet: a history of health. Iran J Public Health, 2013. 42(5): p. 449-57.
2. DGS, Padrão Alimentar Mediterrânico Promotor de saúde. 2016.
3. Granado-Casas, M., et al., Improved adherence to Mediterranean Diet in adults with type 1 diabetes mellitus. Eur J Nutr, 2018.
4. Sleiman, D., M.R. Al-Badri, and S.T. Azar, Effect of mediterranean diet in diabetes control and cardiovascular risk modification: a systematic review. Frontiers in public health, 2015. 3: p. 69-69.

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Imagem: https://nutrimento.pt/cartazes/a-roda-da-alimentacao-mediterranica/

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