Dificuldades do tipo 1

A incidência de diabetes tipo 1 (DM 1) em crianças e adolescentes tem aumentado em todo o mundo. Tem origem na combinação de efeitos genéticos e ambientais, sendo essencial um ambiente envolvente que dê suporte a um controlo glicémico adequado. Há medida que as crianças com DM 1 se vão tornando adolescentes, pede-se que estas tenham um maior envolvimento no controlo e gestão da sua diabetes [1]. No entanto, é necessário garantir que há envolvimento da criança nos cuidados relacionados com a doença desde cedo de forma a garantir um melhor controlo glicémico e minimizar o desenvolvimento de complicações a longo prazo. Assim, há uma série de desafios inerentes, não só à patologia, que poderão limitar o acesso a este controlo glicémico adequado.
Diariamente a DM 1 oferece grandes exigências [2], incluindo: 1) a necessidade de monitorização de glicose no sangue, 2) a injeção ou inserção de bombas infusoras de insulina, 3) a regulação da ingestão de alimentos e contagem dos seus hidratos de carbono, 4) o cálculo das doses de insulina a administrar e 5) saber como atuar em casos de hipo e hiperglicemia. Desta forma, é imprescindível a necessidade de criar o tal ambiente compatível com todas estas exigências, nomeadamente na integração, envolvimento e supervisão permanentes dos pais na diabetes, em crianças e adolescentes.
A investigação sobre conciliar a tecnologia com a gestão da diabetes tem crescido nos últimos anos. Tem sido mostrado que o controlo da diabetes baseado em smartphones e na internet é tecnicamente válido e bem aceite, resultando em melhor controlo glicémico [3], que a adoção da tecnologia pelos pais pode ser impulsionada por necessidades não atendidas e que estes estão recetivos a que os seus filhos a utilizem [4]. Mais recentemente, um estudo realizado em 24 crianças [2] revelou que a utilização do smartphone com câmara fotográfica era benéfico porque permite fotografar o que querem ingerir e enviar aos pais, previamente, para que estes consigam calcular a quantidade de hidratos de carbono presentes. No entanto, esta utilização dos telemóveis continua a ser dependente da ajuda dos pais o que realça a necessidade de implementar medidas que possam colmatar a vez dos mesmos.
Os pais das crianças ou adolescentes com DM 1 são também uma população que pode beneficiar diretamente do uso da tecnologia para ajudar no controlo glicémico [4]. Uma vez que o tratamento é complexo, os pais aprendem não só sobre a doença em si, mas também sobre como ajustar o tratamento de acordo com sinais e sintomas que podem variar de um dia para o outro e ao longo dos mesmos. Isto é, sem dúvida, um desafio excecional e é crítico durante a transição da criança para a adolescência. Esta fase caracteriza-se por uma diminuição na comunicação entre criança-pai e pior adesão ao tratamento. Contudo, os adolescentes conseguem utilizar as tecnologias e as plataformas online com grande facilidade, sendo portanto uma oportunidade de serem utilizadas em prol do controlo da DM 1.
Por outro lado, nos jovens adultos, há transições que afetam o comportamento e a gestão da diabetes sendo, por isso, necessária uma educação e apoio continuo . Os programas educacionais adequados à sua idade, são uma oportunidade de criar um ambiente de apoio e consequentemente, melhorar os conhecimentos sobre a diabetes. Um estudo realizado em 2017, conduziu entrevistas em 13 jovens adultos [1] e concluiu que a informação que é veiculada nesta faixa etária deve ser confiável e oferecer oportunidades de apoio entre pares para apoiar melhor os jovens adultos com DM 1. Também é destacado o apoio adicional que pode ser fornecido através dos sistemas online de saúde.
Assim, neste campo, as crianças, adolescentes, jovens adultos e todos os intervenientes da DM 1 beneficiariam ao terem disponível uma aplicação móvel que fosse capaz de identificar em tempo real qual a quantidade de hidratos de carbono presentes no alimento. E aqui começa a história da Carbo App. Desenvolvida, particularmente, para todos os que lidam diariamente com a diabetes tipo 1 e que integra numa só aplicação o processo todo de contagem de hidratos de carbono. Ainda não sabes qual é? Descarrega-a e experimenta! E deixa-nos a tua opinião.

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1. Ng, A.H., et al., Transitional Needs of Australian Young Adults With Type 1 Diabetes: Mixed Methods Study. JMIR Diabetes, 2017. 2(2): p. e29.
2. Rankin, D., et al., Barriers and facilitators to taking on diabetes self-management tasks in pre-adolescent children with type 1 diabetes: a qualitative study. BMC Endocrine Disorders, 2018. 18(1): p. 71.
3. Kollmann, A., et al., Feasibility of a Mobile Phone–Based Data Service for Functional Insulin Treatment of Type 1 Diabetes Mellitus Patients. Journal of Medical Internet Research, 2007. 9(5): p. e36.
4. Pena, V., et al., Mobile Phone Technology for Children with Type 1 and Type 2 Diabetes: A Parent Survey. Journal of Diabetes Science and Technology, 2009. 3(6): p. 1481-1489.

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